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O QUE É ESPIRÍTISMO
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O que é o Espiritismo

 

Para quem não conhece eis uma boa oportunidade para conhecer a Doutrina Espírita...

 

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalística ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.

 

Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do 'achismo' e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.

 

Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.

 

Vamos aos assuntos:

 

Espiritismo não é igreja.

 

Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto.

 

Não existe 'Kardecismo', existe 'Espiritismo'.

 

O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão 'kardecismo', para identificar algo que ele imagina ser uma 'ramificação' do Espiritismo, achando que Espiritismo é um 'montão de coisas' que existe por aí, quando na realidade não é. A palavra 'Espiritismo' foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios. Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação 'Espiritismo', fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de 'kardecismo', verdadeiramente é 'Espiritismo'.

 

Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.

 

 

 

Partes retiradas de :http://visao-espirita.blogspot.com/2010/01/o-que-e-o-espiritismo.html

 

          Correspondnete: Marcos Paterra

 


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ESTENDER AS MÃOS E ABRIR O CORAÇÃO PARA O OUTRO

 

O segredo para se viver de bem com a vida e com todas as pessoas com as quais nos relacionamos no dia a dia está em sermos gentis, atenciosos e generosos. Não importa se as pessoas não correspondam ao nosso modo educado de viver.

 

Se o nosso viver pautar-se pela gentileza, pela atenção e pela generosidade ninguém há de ter motivos de reclamar do nosso comportamento e de nossa conduta. Se reclamar, sempre tem quem não goste do nosso jeito de ser, ouçamos com paciência sem antipatizar ou criar animosidade gratuita.

 

O importante é não fazermos do outro um desafeto, mas compreender que ele carrega problemas que não imaginamos o tamanho nem a gravidade.

 

O movimento espírita brasileiro atravessa um dos seus momentos mais propícios para juntarmos esforços e experiências. Fazê-lo maior e mais importante do ele já se mostra.

 

Precisamos, no entanto, acabar com o patrulhamento ideológico, doutrinário e político sobre aqueles com os quais ainda antipatizamos. Ninguém consegue bom êxito em nenhum empreendimento, seja ele material ou espiritual, sem o apoio, a pareceria e a boa vontade dos outros.

 

Daí a necessidade de se buscar sempre o amigo, o companheiro, o conselheiro, o orientador e o colaborador nas horas mais difíceis.

 

Jesus nos recomendou que amássemos uns aos outros, com respeito pela individualidade e pela natureza espiritual de cada pessoa interligada ao nosso círculo de amizade. Obviamente, sem a obrigação de seguir e servir quem quer que seja mediante à subserviência cega.

 

Respeito mútuo e sincero. Permitindo que cada pessoa pense e fale por si mesmo. Assim deve ser o processo de convivência fraterna entre os homens de boa vontade.

 

Devemos repensar a nossa filosofia de vida e de relacionamentos. Um repensar sadio que possa trazer resultados promissores para a nossa vida futura.

 

Fonte:http://amigoshansenianos.blogspot.com.br/Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa


Espiritismo

Marcos Paterra

 

 Ao se abordar o espiritismo devemos lembrar de seu codificador : Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, conhecido como Allan Kardec (1804 – 1869)  que dedicou à observação e estudo dos fenômenos espíritas, sem os entusiasmos naturais das criaturas ainda não amadurecidas e sem experiência. A sua própria reputação de homem probo e culto constituiu o obstáculo em que esbarraram certas afirmações levianas dos detratores do Espiritismo. Dois anos depois, em 1857, divulgava 'O Livro dos Espíritos'. Em 1858 iniciava a publicação da famosa 'Revue Spirite'. Em 1861 dava a lume 'O Livro dos Médiuns'. Em 1864 aparecia 'O Evangelho segundo o Espiritismo'; seguido de 'O Céu e o Inferno' em 1865. Finalmente, em 1868 'A Gênesis Os Milagres e as Predições', completava o pentateuco do Espiritismo.

Porem  a ação dos espíritos já eram conhecidas, em termos de história podemos dar inicio a 3000 anos AC, temos uma breve descrição no papiro de Smith, atribuído a Inhotep, médico levado a categoria de deus, tinha conhecimentos preventivos e curativos que envolviam inclusive a thaerapia, isto é, “servir a Deus”, procurava conciliar a ligação do homem com a Natureza, através de poderes sobrenaturais e da interpretação de sonhos, pois considerava a doença e a cura fenômenos espirituais.

Na antiga Grécia, Pitágoras (580-510 AC) em sua Escola Pitagórica , dedicava-se a questões espirituais: os pitagóricos acreditavam na imortalidade da alma e na reencarnação e tinham a auto-reflexão como um dever consciente e imprescindível na espiritualização da vida; O pitagorismo influenciou fortemente as obras de Demócrito de Abdera e de Platão.

Na Gália, os Druidas se comunicavam com o mundo invisível, milhares de testemunhas o atestam. Evocavam-se os mortos nos recintos de pedra.

Para o medico romano Claudio Galeno ( 130-200 AC) os nutrientes absorvidos nos intestinos passavam ao fígado, onde era produzido o espírito natural. Este era levado ao coração onde, no ventrículo esquerdo, transformava-se em espírito vital, que no cérebro transformam-se em espíritos animais, para ele os espíritos dão origem a três faculdades que têm como sede, respectivamente, o fígado, vinculado a digestão, nutrição e geração; o coração, que envia calor a todo o corpo por meio das artérias e, por fim, o cérebro.

René Descartes (1596-1650)          escolheu  o corpo pineal(Glândula) não propriamente como a sede da alma, mas como o local da sua atividade; Descartes imaginava que filamentos existentes nos nervos (que seriam tubos) poderiam operar como válvulas, abrindo poros que deixariam fluir os espíritos animais.

'[...] não podemos conceber corpo algum que seja indivisível, enquanto que o espírito, ou a alma do homem, não pode ser concebido senão de modo total e definitivamente indivisível. De fato, não poderíamos imaginar meia alma, coisa que facilmente poderemos conceber com respeito ao corpo mais insignificante”[1].

Mas então pode-se perguntar o que trás de novo o espiritismo?  Entre diversos pontos a reencarnação é o de maior relevância, a historia nos diz que o cristianismo rejeitou a reencarnação porque sua visão abalava a autoridade da Igreja onde a salvação não dependia da relação do indivíduo com ela, mas sim da relação do indivíduo com Deus; daí tantos conflitos e criaturas queimadas em fogueiras por acreditarem na comunicabilidade dos espíritos, na sobrevivência da alma e na reencarnação; foram considerados heréticos, bruxos etc... Por este receio foi que em 325dc, o imperador Constantino o Grande e sua mãe, Helena, suprimiram as referências á reencarnação contidas no Novo-Testamento. O segundo concílio de Constantinopla, reunido em 553dc validou este ato, declarando herético o conceito da reencarnação.

           Os espíritos falam sobre o papel da reencarnação na pergunta 167 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec formula a seguinte questão: “Qual é a finalidade da reencarnação? Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça?”
         Quando os espíritos respondem primeiramente que a reencarnação tem uma finalidade expiatória, eles não querem dizer que ela seja punitiva e condenatória.
          A palavra expiação tem várias acepções (castigo, penitência, cumprimento de pena, sofrer consequências de preces para aplacar a divindade etc.) que são comumente associadas à idéia de pecado e mortificação. Idéia essa estranha à concepção espírita. Considerando as várias acepções existentes, a que mais se acomoda ao que os espíritos colocaram é a de “sofrer consequências de”, em conformidade com o livre-arbítrio e a Lei de Ação e Reação.
          Sobre a finalidade da encarnação, os espíritos respondem:

 “Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição. Para uns, é uma expiação, para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea: nisto é que está a expiação.”[2]

Segundo a Doutrina Espírita, Deus cria os espíritos na simplicidade e na ignorância, tendo tempo e espaço para progredirem. Para que possam desenvolver suas potencialidades necessitam encarnar num corpo material. As encarnações são sucessivas e sempre muito numerosas, pois “o progresso é quase infinito.”[3].

A lei dos renascimentos sucessivos, segundo a visão espírita, abre perspectivas nunca antes contempladas. A imortalidade, exercitada pelo espírito ao longo de suas existências num processo contínuo de evolução infinita, vem elucidar uma série de questões que vão desde o plano biológico, psicológico ao plano social, até então inexplicáveis, tanto pelos espiritualistas como pelos estudiosos das leis que regem o mundo material.

Conforme Allan Kardec, “a encarnação não é uma punição como pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do espírito e um meio dele progredir”[4]; “a encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do espírito; ao progresso intelectual pela atividade obrigatória do trabalho; ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si.           A vida social é a pedra de toque das boas e más qualidades”.

“[...] a reencarnação no resgate é também recapitulação perfeita. Se não trabalhamos por nossa intensa e radical renovação para o bem, através do estudo edificante que nos educa o cérebro e do amor ao próximo que nos aperfeiçoa o sentimento, somos tentados hoje pelas nossas  fraquezas, como éramos tentados ainda ontem, porquanto nada fizemos pelas suprimir, passando habitualmente a reincidir nas mesmas faltas. [...]”  [5]

Devemos atentar que devido a deturpações doutrinárias, efetuadas pelos espíritas desde que o Espiritismo começou a se difundir no Brasil, ele tem sido considerado, por eminentes pensadores de nossa época, como uma religião conformista, que anestesia as consciências, alienando os indivíduos dos problemas atuais, devido à visão de resignação que, segundo eles, é instituída pela idéia da reencarnação.

O Espiritismo aprofunda o conhecimento da Realidade Universal e não pretende modificar o Mundo em que vivemos através de mudanças superficiais de estruturas. Essa é a posição dos homens diante dos desequilíbrios e injustiças sociais. Mas o homem-espírita vê mais longe e mais fundo, buscando as causas dos efeitos visíveis. Se queremos apagar uma lâmpada elétrica não adianta assoprá-la, é necessário apertar a chave que detém o fluxo de eletricidade. Se queremos mudar a Sociedade, não adianta modificar a sua estrutura feita pelos homens, mas modificar os homens que modificam as estruturas sociais. O homem egoísta produz o mundo egoísta, o homem altruísta produzirá o mundo generoso, bom e belo que todos desejamos.

As relações humanas se baseiam na afetividade humana. Não há afetos entre corações insensíveis Mas o Espiritismo nos mostra que o coração de pedra é duro por falta de compreensão da realidade, de tradições negativas que o homem desenvolveu em tempos selvagens e brutais. Essas relações se modificam quando oferecemos aos homens uma visão mais humana e mais lógica da realidade universal. Essa visão tem sido apresentada pelos espíritos.



[1] René Descartes no livro: Discurso do Método, 4-a med.

[2] O Livro dos Espíritos – Allan Kardec - pergunta 132

[3] O Livro dos Espíritos – Allan Kardec - pergunta 169

[4] A Gênese – Allan Kardec - cap. XI - item 26

[5] Trecho retirado do livro : “Ação e Reação”  de Francisco Candido Xavier, pelo espírito de André Luiz Ed. FEB. Rio de Janeiro 2008. Cap.14,p.250.


Vestir a fantasia para tirar a máscara

Um dos fenômenos mais comuns nas comemorações carnavalescas é o uso de fantasias, trajes utilizados pelos foliões com os mais diversos propósitos: crítica social, ironia, exaltação da luxúria, homenagens, entre outros motivos. Mas, graças a estes acessórios e à permissividade própria do período, muitos indivíduos aproveitam para retirar suas próprias “máscaras”, ou seja, os comportamentos hipócritas na conduta diária, para adotar uma atitude mais associado aos seus gostos e que, se fossem apresentados em outra situação, seria condenável ou ofensiva à coletividade.

Muitos temos nossas “máscaras”, pois nem sempre nos sentimos à vontade para demonstrar o que realmente somos e pensamos, seja por conveniência ou algum interesse mesquinho, obscuro, ou ainda por covardia, que não aceita o olhar de condenação.

Por outro lado, o uso de “máscaras” nem sempre é vergonhoso, quando visa esconder as tendências nefastas que combatemos com veemência no íntimo de nossas emoções, frutos dos vícios comportamentais, os quais não necessitam ser expostos, visto que suas consequências se restringem ao mundo psicológico do seu portador.

No entanto, em períodos de permissividade, a hipocrisia covarde se aproveita da omissão dos sensores morais e individuais, para manifestar toda a sua vulgaridade, agressividade e tormento nas festas carnavalescas, onde podemos perceber muitos indivíduos fantasiado expondo, de fato, quem realmente são, para depois, passados os momentos de êxtase festivo, camuflarem novamente suas tendências perturbadas, até que outra ocasião lhes permita expressar o seu lado sombrio escondido sob as “máscaras” das aparências fingidas.

Enquanto o corpo de carne permite uma razoável utilização de uma fachada hipócrita das nossas emoções, muitos de nós ainda iremos preferir agir de modo convenientemente falso para angariarmos aceitação e alcançarmos interesses individualistas e imediatistas.

Assim como não é saudável um comportamento agressivo, leviano, exibicionista e desvairado, pelos transtornos pessoais e coletivos que podem causar, viver no fingimento e na hipocrisia, escondido sob “máscaras” socialmente aceitas para, oportunamente, deixar exteriorizar o pior de nós, não faz nenhum bem.

O melhor que podemos fazer em relação à autenticidade é permitirmos exteriorizar o ser divino que somos, possuidor das sementes da perfeição, que precisam ser cultivadas com reflexões salutares, sem perdermos a consciência de que há muito para melhorarmos e que nossas limitações naturais serão superadas no processo de aprendizado proporcionado pela vida.

Dessa forma, não teremos vergonha ou medo por sermos nós mesmos, agindo de maneira verdadeira, para que possamos alcançar a felicidade no modo como entendia o grande líder Mahatma Ghandi: `Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia.`

Fonte:http://sintoniaonline.com.br/artigos/47-espiritismoa-sociedade/123-vestir-a-fantasia-para-tirar-a-mascara




ESTENDER AS MÃOS E ABRIR O CORAÇÃO PARA O OUTRO

 

O segredo para se viver de bem com a vida e com todas as pessoas com as quais nos relacionamos no dia a dia está em sermos gentis, atenciosos e generosos. Não importa se as pessoas não correspondam ao nosso modo educado de viver.

 

Se o nosso viver pautar-se pela gentileza, pela atenção e pela generosidade ninguém há de ter motivos de reclamar do nosso comportamento e de nossa conduta. Se reclamar, sempre tem quem não goste do nosso jeito de ser, ouçamos com paciência sem antipatizar ou criar animosidade gratuita.

 

O importante é não fazermos do outro um desafeto, mas compreender que ele carrega problemas que não imaginamos o tamanho nem a gravidade.

 

O movimento espírita brasileiro atravessa um dos seus momentos mais propícios para juntarmos esforços e experiências. Fazê-lo maior e mais importante do ele já se mostra.

 

Precisamos, no entanto, acabar com o patrulhamento ideológico, doutrinário e político sobre aqueles com os quais ainda antipatizamos. Ninguém consegue bom êxito em nenhum empreendimento, seja ele material ou espiritual, sem o apoio, a pareceria e a boa vontade dos outros.

 

Daí a necessidade de se buscar sempre o amigo, o companheiro, o conselheiro, o orientador e o colaborador nas horas mais difíceis.

 

Jesus nos recomendou que amássemos uns aos outros, com respeito pela individualidade e pela natureza espiritual de cada pessoa interligada ao nosso círculo de amizade. Obviamente, sem a obrigação de seguir e servir quem quer que seja mediante à subserviência cega.

 

Respeito mútuo e sincero. Permitindo que cada pessoa pense e fale por si mesmo. Assim deve ser o processo de convivência fraterna entre os homens de boa vontade.

 

Devemos repensar a nossa filosofia de vida e de relacionamentos. Um repensar sadio que possa trazer resultados promissores para a nossa vida futura.

 

Fonte: http://amigoshansenianos.blogspot.com/Texto de CARMEM PAIVA DE BARROS, João Pessoa,

 



Solidariedade

 

Passei um dia por um Centro Espírita, e o vi distribuindo sopão... Na hora pensei:

- Que gesto bonito que ato de solidariedade.

 

Porem notei que as pessoas comiam a sopa e iam embora, outros traziam vasilhas e levavam para casa..

Em outros locais notei o mesmo com doação de cesta básica ou roupas, isso me pareceu um tanto errado, afinal estava-se dando o peixe, mas não ensinando a pescar.

Em algumas instituições, o CE faz uma palestra publica, no final distribui uma senha e fornece a sopa ou cesta básica, a quem tem a senha, bem... Ainda achei errado, estaria assim condicionando a assistir uma palestra que muitas vezes não condiz com a “religião” do  freqüentador, que na verdade só estava ali para ganhar seu alimento.

 

Estaria o Centro Espírita com essa metodologia, forçando  as pessoas  se tornarem freqüentadores em troca de benefícios, e ainda assim, não estavam ensinando a pescar.

Qual seria a saída então?

 

Nesse momento passei em frente á uma escola municipal, e vi as crianças   uniformizadas,  com seu material escolar entrando para assistir aula.

 

E ai eu vi a solução... Aulas, Seja como reforço escolar, ou de computação, seja de “Evangelização” sejam cursos de:  Sabão , doces, desenho, cerâmica, teatro; qualquer coisa que ajude na formação dos jovens e adultos.

 

E esses, se de manhã, teriam o café da manhã. Se é por volta da hora do almoço, teriam o “sopão,” se fosse a tarde um lanche, aos freqüentadores/alunos, devidamente cadastrados, poderiam receber cestas básicas, ou roupas...

 

E pergunto:  por que não?

O que falta para os Centros espíritas agirem dessa forma?

Eu respondo: Solidariedade entre nós mesmos!

Sim... Não formamos estrutura para poder executar esse tipo de beneficio, a maioria  dos trabalhadores, não quer perder tempo ensinando ou monitorando.

 

Consideram muitas vezes o ato de solidariedade, distribuir o sopão e ir embora, entregar as cestas básicas e voltar para a casa, sem se importar que em nada efetivamente ajudou o próximo... Matou a fome das pessoas momentaneamente, porem não as ensinou a como ganhar um sustento.

 

Faltou-lhe a real  solidariedade...A de ensinar ser solidário.

Pois é...

 

 Marcos Paterra






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ESPÍRITAS E ESPIRÓLAS
Por Joana Abranches


Já faz algum tempo, uma antiga vizinha sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu  e em meio a uma conversa acabou 'soltando' que eu era 'muito carola!'
Levando a coisa na farra, tentei argumentar: - 'Mas eu sou espírita e não católica...' Ela aí não titubeou: - 'Então é espiróla.'

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a superficialidade?

Temos visto Grupos tão obsecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e inquisitorial igreja romana da idade média que oficinas fraternas de estudo e vivência do Evangelho de Jesus.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com meu saudoso amigo Palhano Jr., uma vez questionei: - P
or que será que os espíritas se degladiam tanto por cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas perdeu as botas?... Bem-humorado, como sempre, ele me respondeu com uma risadinha marota: - 'A briga é pelo poder sobre as almas, minha cara. Muitos espíritas ainda se alimentam da autoridade
clerical que tinham, quando nas fileiras do catolicismo. O poder vicia.'


Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas
equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: 'Disciplina, disciplina, disciplina.' Foi o bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria que campeia em nosso meio e que vem transformando nossas instituições - destinadas a ser escolas do amor - em verdadeiros quartéis de controle e enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina...

Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos deixá-la à vontade, repetia sem parar que 'a espiritualidade tem horário a cumprir.' Naquela noite o seu
desempenho, obviamente, não foi dos melhores. Porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira. Ocorre que se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns, insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o faltoso ou
atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo, punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades... Hajapenitência!

Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: 'Se bem que os espírito prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril.'

É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas tem se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalização e um formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria existir entre irmãos. Não raro, rir e brincar inter-reuniões parece ser, implícita ou explicitamente, proibido: - 'Quebra a vibração.' Cada vez mais, os cumprimentos espontâneos e afetivos tem dado lugar a frases feitas, piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma linguagem impessoal, 'santificada' e obsoleta, incompatível com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas...

 

Os gestos contidos... Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos...

Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele
companheiro ou a ausência daquele outro? Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: - 'Em Casa que muito cresce o amor desaparece.'


Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento para obter 'alta' ou 'absolvição.' Assim, desorientados orientadores, em tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido desencarnado? Que vá 'baixar' noutro Centro, porque nos mais ortodoxos ouvirá rispidamente que o telefone só toca 'de lá pra cá' e fim. A alegação é que a mediunidade não está a serviço de problemas 'domésticos' e sim de coisas mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte...

Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: - Os próximos! E aquele que está indo pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora, ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência.

Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; Se falta muito é cortada; Mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe, senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos filhos não tem direito a cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão que é necessário usar estratégias para evangelizar 'os nossos irmãos que mais precisam'. Talvez tenham razão... Parece que só os espíritas já não precisam mais do Evangelho...

Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de Verdade: -'Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento' - E indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos lembrar que 'a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor desencoraja, afasta e irrita.'Até quando continuaremos atraídos pelo canto da sereia?

Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus. Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

Espíritas ou 'espirólas'.. . O que temos sido? O que realmente
queremos ser? Cada um se perceba e se responda.

Ainda há tempo.

*Joana Abranches é Assistente Social, escritora e Presidente da
Sociedade Espírita Amor Fraterno Vitória/ES –
Joanaabranches@gmail.com
amorefraterno@gmail.com


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